Ahhh... os cabelos brancos!









Ahhh… os cabelos brancos! Eu amo! E sempre os escondi… a vida toda! Eu “assumi” meus brancos em 2017, ao ver uma fotografia de uma moça grisalha linda (última foto). Eu vinha numa “vibe” mais natural, estava estudando ayurveda e o conceito de não usar na pele nada que não se possa comer, fez todo o sentido para mim, visto que absorvemos tudo o que passamos. E o que eu estava passando no meu cabelo? Tinta. Quimica. Desde os 18 anos absorvendo isso via couro cabeludo! Então, resolvi parar de tingir e me assumir, enquanto grisalha que verdadeiramente era! Para “cortar caminho”, deixei crescer até ter uma raiz de uns 3 cm e cortei os fios bem curtinhos e já parti para os brancos. 

É um caminho longo, que além da vontade, envolve mudança de foco na vaidade, envolve “deixar ir” um ideal de beleza que tínhamos e que agora não nos serve mais, envolve uma transformação interna de conceitos e até mesmo cultural, visto que vivemos numa cultura que cultiva o jovem, o corpo, a estética. Cabelos brancos, na nossa cultura é sinônimo de, ou desleixo, ou velhice! Ora pois, eu tenho brancos desde os 18 anos haha E ser grisalha não refere SER VELHA. Isso é cultural, gente! Tá na hora de derrubar conceitos que ditam como uma mulher deve ser ou agir! 

Mas é libertador! Uma sensação única de liberdade em todas estas esferas que citei acima! Sobre cuidados, lembre sempre de usar produtos sem cor ou brancos, porque eles são porosos e absorvem todos os pigmentos dos produtos. Experiência própria 🥴 Nada de produtos amarelos (se naturais, os óleos amarelos), verdes, etc.

Ter cabelos brancos é trabalhoso porque a textura do fio muda. Ele adquire personalidade própria, mas é MARAVILHOSO! A gente tem que aprender de novo a cuidar. A se vestir, porque as cores das roupas importam para valorizar ou para “apagar” o visual. Saber o que “orna” com o tom do cabelo! Mas também é ser única, é ser corajosa, é remar contra a maré todos os dias, encarando de frente os olhares, os julgamentos e lembrando que o que nos interessa somos nós e não o olhar do outro - que diz mais sobre ele mesmo, do que sobre nós!

Com carinho,
Ana

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