… e tá tudo bem! Este ano foi um ano especialmente difícil! Chamei de um ANO TESTE. De muito aprendizado… interno!
Terminei 2024 formada em yoga, depois de um ano bastante intenso, exigente e exaustivo e de muito estudo e práticas. Resolvi já engrenar no avançado em yoga… mais um ano de muito estudo. Mais exigente e mais desafiador. Mas a gente não prevê o que está por vir, não é mesmo?
Comecei janeiro com a pressão em 20x10 e um exame de proteína C reativa (que denuncia algum tipo de infeccao) alto. Desde a covid (que quase me matou), nunca mais fui a mesma em relação à saúde. Sempre uma ansiedadezinha aqui, um probleminha acolá… mas sempre levando de boas!
Continuando… eu estava com um muco que subia e descia pela minha garganta há meses e achava que fosse sinusite. Fui consultar com a minha amiga otorrino e ela suspeitou de refluxo. Lá fui eu fazer uma endoscopia e não só tinha refluxo como também um começo de úlcera. Tratei. Quando terminei o tratamento, machuquei o ombro. Aguentei por um tempo porque tinha que fazer as práticas de yoga, mas não deu mais e fui ao médico. Entre laudos errados e certos, foram 2 meses de fisioterapia e quase sem praticar. Muitas coisas em um ombro só! Mas continuava estudando, fazendo mantras e praticando japamala.
Quando estava pronta para voltar às práticas, em maio, fui na consulta anual na gineco. Saí de lá com solicitações de exames de rotina. Na mamografia e eco mamária, acusou um nódulo de 2 cm na mama esquerda. Meu mundo caiu. Muito medo, a cabeça viajou por “mares nunca dantes navegados” (como escreveu Julio Verne). Pirei. Não conseguia mais estudar, nem praticar, nem … nada! E segurei firme, só contei para o marido. Entre biópsia e resultados, foi quase um mês.
Ao mesmo tempo, sentia muita CULPA por não estar me dedicando ao yoga como “deveria”, mal me dando conta que já estava praticando… Estava praticando quando me dei conta de que eu tinha que fazer o que me COMPETIA e o que estava no meu âmbito de ação. O que não estava, eu tinha que LARGAR, desapegar. Desapegar da culpa, por exemplo.
Largar o chicotinho da autopunição e aceitar que nem tudo está no meu controle e que fazemos o que podemos. Estudando muito, as coisas começaram a ter um contorno melhor, por exemplo. Aceitar que "é do jogo", que faz parte da vida, o que passamos nos ajuda a ver que as coisas mudam o tempo todo e que não controlamos absolutamente nada!
Enfim... depois de um mês de espera, veio o resultado da biópsia: nódulo de água, benigno. Ufa... bora praticar!!! SÓ QUE NÃO!!! O braço voltou a incomodar e junto, uma dor horrível na articulação do quadril!!! Hahaha... parece piada (de mau gosto) mas acontece!!!
Então, eu não vim aqui para me queixar nem da vida, nem das dores... eu vim aqui para te dizer o que um antiquíssimo ditado védico ensina há milhares de anos: "aceita que dói menos"! Entende que não adianta sapatear sobre aquilo que tu não tem controle. Faz o que precisa ser feito e fim! Tudo a seu tempo. sem cobrancas. Larga o chicotinho e vive a tua vida como dá! Desapega da autocobrança. As coisas entram nos eixos no seu devido tempo. Entende e te contenta com o que se apresenta.
Eu, hoje, dia 19/09, tentei recomeçar as práticas. Estou a 1 dia sem dor. E vou levar como dá! Com leveza, contentamento e bom humor. E tu? Já largou o chicotinho?
Com muito carinho, do meu coração para o teu!
Namastê!

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